30 de maio de 2018

#Amazonia

Transformando áreas degradadas em florestas

Restauração pode ser entendida como a arte, a técnica ou a prática de trazer alguma coisa que foi perdida. É o movimento de recuperar aquilo que um dia tivemos em abundância. No caso da restauração florestal, é trazer de volta a floresta e suas funções ecológicas, provedoras de serviços ambientais.

Mas restaurar também pode significar reconectar. Reconectar pessoas, reconectar cultura e tudo aquilo que um dia já tivemos muito, mas hoje temos pouco. A restauração deve ser feita quando o ser humano ou a sociedade percebe que alguma coisa que existia em sua vida se perdeu.

Hoje nós vivemos um grande movimento de restauração. Historicamente, nós perdemos floresta e, ao perder a floresta, a sociedade passa a entender todos os benefícios que ela traz. Passa a lidar com todos os efeitos das mudanças climáticas e as consequências de anos de um relacionamento irresponsável com os recursos naturais.

O movimento hoje é de recuperar essas florestas e reconectar o homem com o meio ambiente. Isso tudo porque as florestas e demais formas de vegetação nativa são partes essenciais da infraestrutura do nosso planeta. Elas desempenham um papel fundamental no ciclo da água e estabilidade do clima.

Apesar disso, 30% das florestas do mundo foram desmatadas, restando apenas 15% de florestas nativas primárias.

Existem várias técnicas para realizar a restauração florestal, mas de uma maneira geral o processo é feito em etapas de preparo da terra, plantio de sementes ou mudas de espécies nativas e monitoramento das áreas. No Amazonia Live, esse trabalho é feito pelo Instituto Socioambiental. Além do impacto na natureza, a restauração também contribui com o desenvolvimento das comunidades envolvidas.

Foto: Coletoras de sementes na região do Xingu. Rodrigo Assis/ISA

Por exemplo, no Amazonia Live nós adquirimos  sementes nativas através da Rede de Sementes do Xingu que, em 10 anos de existência, já viabilizou a recuperação de mais de 5 mil hectares de áreas degradadas na região da Bacia do Rio Xingu e Araguaia e em outras regiões do Cerrado e da Amazônia. Já foram utilizadas mais de 175 toneladas de sementes nativas coletadas por 450 coletores, gerando uma renda de 2,5 milhões de reais para as comunidades. A Rede deu um novo significado ao trabalho desses coletores, estimulando a relação sustentável do homem com a floresta através da participação na recuperação de áreas degradadas.

Foto: Conservação Internacional

Para a população local, recuperar a floresta é tornar a terra deteriorada pela monocultura e pela pecuária boa para plantar novamente, recuperando raízes e ampliando a renda familiar. É reestabelecer o contato com a floresta e a extração sustentável dos seus produtos florestais. Já para quem está longe, proteger e restaurar o verde são passos importantes para reverter as mudanças climáticas.

Essas estratégias não apenas reduzem a emissão de carbono, já que entre 10 e 15% das emissões mundiais vêm do desmatamento aliado ao uso da terra, como também protegem a biodiversidade e os rios, diminuem a erosão e ampliam a polinização e o ecoturismo. A restauração florestal é um movimento de reconexão do homem com o seu ambiente natural.

 

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