1 de junho de 2021

#Novidades

A sua doação muda vidas!

Um projeto de reflorestamento é muito mais do que plantar árvores, ele muda as vidas de quem vive na região. A região do Rio Xingu, por sua grande importância para o Rio Amazonas, foi selecionada para os nossos primeiros plantios do projeto Amazonia Live, em parceria com o Instituto Socioambiental.

Muito além de melhorar a qualidade da floresta, contribuímos também para melhorar a qualidade da água e a qualidade de vida do mundo e, claro, das pessoas que coletam as sementes. Os frutos disso são colhidos não só das árvores. Veja o depoimento de duas pessoas da região que fazem parte da Rede de Sementes do Xingu e foram beneficiadas pelo projeto.

Rone Cesar Silva | Coletor de sementes da Rede de Sementes do Xingu | Mato Grosso

“Eu trabalhava como gerente de uma indústria de colchões na cidade grande. Mas eu sonhava mesmo era ter um pedaço de terra para mim, minha esposa e meus filhos. Depois de anos de luta, conquistamos a nossa terra. Em 2010, tivemos a oportunidade de vir para o Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Bordolândia, aqui, no nordeste de Mato Grosso.

“No começo, eu ainda não compreendia que era possível tirar o sustento da terra com a floresta em pé. Então, comecei a trabalhar com o que já sabia fazer: subindo cerca, construindo casas… Cheguei a fazer serviço de “motoqueiro”, com motosserra, derrubando madeiras, árvores… Eu já fui um destruidor da natureza.

“Em 2015, conheci o pessoal da Rede de Sementes do Xingu. Comecei a participar das reuniões e dos cursos da Rede que tivemos aqui no assentamento. Passei a conhecer, a gostar, a me interessar, e também a enxergar como é importante a natureza. Foi quando entendi e parei de destruir. Não trabalho mais nessa área de derrubar. Em 2019, me tornei um coletor de sementes.

“Hoje, coleto sementes com o meu grupo, e sou presidente da Associação Agroecológica Acampaz, aqui, com meus vizinhos. Procuramos fazer um trabalho educativo, repassando o que aprendemos, cultivando áreas demonstrativas para os vizinhos conhecerem. Defendemos a preservação da floresta, e provamos que dá, sim, para conciliar vida no campo, agricultura, pecuária, com agroecologia e preservação.”

Amanda Kaiabi | Elo do grupo de coletores indígenas Kawaiwete na Rede de Sementes do Xingu | Aldeia Samaúma | Território Indígena do Xingu (Mato Grosso)

“Quando era criança, via as outras pessoas coletando sementes, mas só fui acompanhar a Rede de Sementes do Xingu de perto já adolescente, em 2016. Comecei a trabalhar como elo no ano seguinte. A função de elo tem mais responsabilidades: essa pessoa faz o controle da entrada das sementes de cada coletor, e é a ponte de contato entre os coletores do grupo e o restante do pessoal da Rede. No começo eu era tímida, mas, com o tempo, fui me soltando. Em 2018, comecei a participar do curso de gestores na cidade de Nova Xavantina, em Mato Grosso, com outros colegas que também são elos.

“Depois que entrei na Rede, vi que todo esse trabalho que a gente faz, de restaurar as florestas, restaurar as nascentes do Xingu, é para o nosso futuro, o futuro dos nossos filhos, e eu quero que esse sentimento seja fortalecido em todo mundo que está plantando as sementes que a gente coletou.

“Isso me preocupa muito: perder a nossa floresta, e também a água que nos sustenta. A gente come peixe que vem do Rio Xingu, a gente lava roupa no rio. Quem desmata as nossas florestas também faz a água secar.

“Agora, estamos trabalhando com coletores de sementes em cinco aldeias: Samaúma, Sol Nascente, Marumaré, Jaytata e Moitará. É muito legal estar tão próxima e ver esse trabalho crescendo dentro da Rede e do Território Indígena do Xingu. Fico feliz por isso, e vamos seguir trabalhando juntos!”

 

Curta o projeto no Facebook